E que aquela senadora que recebeu do Greenpeace o prêmio "Motosserra de Ouro" (Kátia Abreu -DEM-TO), também vai receber o mesmo título que recebeu Rebelo, pela mesma associação dos Amigos da Terra?
Pois é...
A Cobra estava lendo hoje sobre o novo código que, se aprovado, dará muito mais autonomia para os governos estaduais na tomada de decisões ambientais como por exemplo, áreas limites de preservação permanente, reservas legais e áreas permitidas para a agropecuaria (eis o "x" da questão...).
Para ambientalistas o novo código deve "anistiar desmatadores e permitir plantações em áreas hoje consideradas de preservação permanente." (fonte: portal IG)
De imediato formei uma opinião: sob o pano da desculpa de que o Brasil precisa de políticas ambientais distintas devido à diversidade de suas regiões, está simplesmente o interesse econômico. Simples assim.
Ou os agropecuaristas de repente viraram amigos da Terra, de verdade, preocupados com a preservação ambiental?
Se for isso, vou contar ao Papai Noel, ao Coelhinho da Pásca e ao Saci-Pererê a novidade!!
Mas, entendo o total apoio dos ruralistas ao código: fica muito mais fácil aos interessados negociar com governos estaduais a questão das terras do que com o governo federal... Não é?
Mas...Não satisfeita e temendo estar fazendo mau juízo desse tal código injustamente, a Cobra resolveu pesquisar a respeito e constatou que não está tão errada assim. Vejam o que a Cobra leu:
"A agricultura brasileira precisa de mais Código Florestal, não de menos. Quem o diz, dessa vez, não é o Greenpeace ou qualquer outra organização ambientalista. Mas a ciência. Num documento elaborado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e pela Academia Brasileira de Ciência (ABC), os dois principais grupos científicos do Brasil botam em xeque o argumento dos ruralistas de que a lei que protege nossas matas precisa ser suavizada para viabilizar a agricultura.
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo publicada nesta quinta-feira, o documento reitera que o país já tem terra aberta de sobra para que a agropecuária continue a se expandir. Além disso, as organizações criticam as reduções das Áreas de Preservação Permanente (APP) e das reservas legais, duas das principais bandeiras do projeto que está em tramitação no Congresso. E diz que se essas mudanças ocorrerem, quem vai sair perdendo é a própria produção nacional.
A posição da SBPC e ABC deixam os ruralistas numa saia justa, já que eles diziam aos quatro ventos que suas propostas tinham todo o aval do mundo científico. Ao mesmo tempo, outro mito usado pela bancada era de que as alterações no Código fariam um bem danado aos pequenos agricultores. Pura balela. Os principais movimentos sociais do país já disseram com todas as letras que o projeto de lei assinado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) só interessa mesmo às grandes empresas que tocam o agronegócio.
O último comunicado que saiu, no início da semana, veio da Via Campesina, apoiado pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Comissão Pastoral da Terra, Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) entre outros. Os aliados de mentirinha que a bancada ruralista dizia ter começam a cair." (fonte: site Greenpeace Brasil)
E mais :
" Cientistas atacam relatório
Cientistas ligados à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e à Academia Brasileira de Ciência (ABC) apresentaram ontem, na Câmara dos Deputados, em Brasília, argumentos contrários ao relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para alterar o Código Florestal.
As matas ciliares, assim como topos de morros e encostas inclinadas, são Áreas de Preservação Permanente (APPs) e não podem ser desmatadas. Os pesquisadores afirmam que as dimensões de preservação previstas na lei atual são insuficientes – portanto, reduzi-las, como prevê a nova proposta, seria um “gigantesco ônus para a sociedade como um todo”.
Segundo os cientistas, as APPs são “insubstituíveis” e importantes até mesmo para a produção agropecuária – promovem serviços ambientais como a polinização, o controle de pragas, de doenças e de espécies exóticas invasoras. As APPs também têm papel relevante na atenuação de cheias, no condicionamento da qualidade da água e na manutenção de canais pela proteção de margens e redução do assoreamento, dizem eles." (fonte: agência Estado)
Senhores, mais uma vez a respeito do futuro do nosso meio-ambiente a Cobra diz:
A Cobra é cética,
porque não é cega...

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