A Cobra é uma simpatizante dos meios de transporte alternativos e não poluentes, entre eles a bicicleta.
Gostaria muito de utilizar a 'magrela' para ir ao trabalho, ao mercado e outros locais e só não o faz por receio do trânsito intenso de carros e ônibus, da falta de respeito de grande parte dos motoristas e também da intensa poluição atmosférica causada por estes mesmos veículos motorizados.
O incidente ocorido recentemente em Porto Alegre, onde um grupo de ciclistas foi covardemente atropelado por um motorista que não admitiu ver seu caminho sendo 'atrapalhado' por eles, ilustra perfeitamente o que digo. Por aqui a cultura é 'estou de carro, e você aí de bicicleta, não me atrapalhe'.
Não havendo desculpa melhor, estes ciclistas foram citados por esse senhor como perigosos linchadores.
Agora, conforme li na internet, o atropelador conseguiu internar-se em uma clínica psiquiátrica para, segundo seu advogado (nada como ter um bom advogado...), recuperar-se do abalo psicológico...
Vai acabar como vítima da situação? Desta vez não dona (in)justiça, por favor!
A inveja me corrói a alma (fiquei até dramática) cada vez que vejo ou leio sobre como os ciclistas são tratados em alguns países: a começar pelo básico, que é a existência de faixas exclusivas para bicicletas - e respeitadas! Por aqui, e refiro-me a Curitiba, tida como exemplo blábláblá, as ciclovias estão em petição de miséria. Sem falar que praticamente inexistem na área central da cidade.
Depois vem o verdadeiro respeito dos motorizados aos ciclistas, chegando até a parar o carro e dar preferência aos que estão em duas rodas.
Será uma utopia este desejo de convivência pacífica e sem perigos entre ônibus/carros/caminhões e as bicicletas?
Desculpem, ciclistas gaúchos.
Desculpem, ciclistas curitibanos.
Desculpem, cicistas brasileiros.
Desculpem a falta de cultura e educação de seus semelhantes.
Isso foi apenas o desabafo de uma cobra envergonhada.
terça-feira, 1 de março de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Carnaval em Curitiba: dos bailes ao 'Garibaldis e Sacis'.
'Curitiba já teve ótimos carnavais... Sim, todos os clubes da cidade faziam bailes, todos lotados, disputados, onde ouviam-se os primeiros acordes na sexta-feira, e os últimos suspiros do surdo no amanhecer da quarta-feira de cinzas. Tais carnavais sempre terminavam com um belo banho de piscina na útima noite, com fantasia e tudo mais. E muitos amores 'eternos de 4 dias' aconteciam entre pierrôs e colombinas...
Sem falar nos bailes infantis, que eram 2 ou 3, também em todos os clubes e também lotados.
No início da década de 80 a estrada que dá acesso ao litoral foi duplicada e a cada ano mais e mais pessoas optavam por passar seus carnavais na praia, levando os clubes a não mais investir na folia de momo, não haviam mais "mais de mil palhaços no salão"...
O carnaval de rua (leia-se: desfiles das escolas de samba) em Curitiba nunca atraiu grandes multidões. As escolas não tem verba e fazem milagres para vestir seus 200 componentes (em média, nas quatro escolas do grupo A).
Recebem cada uma R$26.500,00 e as duas do grupo B levam a bolada de R$19.000,00.
Apesar das dificuldades, tem seu público fiel.
Mas hoje a Cobra quer escrever sobre um bloco de rua que está dando o que falar. Fez sua estreia em 1999, ano seguinte ao chamado de um animador cultural da cidade à população, para se reunir aos domingos que antecedem o carnaval pelas ruas de Curitiba.
Impulsionados por este chamado, um grupo de pessoas ligadas às artes começou a se reunir para organizar o bloco, e nascia assim o "Garibaldis e Sacis". O nome foi dado inspirado nos pontos originais de saída e chegada da muvuca: o Saccy Bar e a Pça. Garibaldi, no centro histórico.
Começou acanhado, não de animação, mas de infra-estrutura: seus componentes cantavam as marchinhas sem nenhum acompanhamento, só na garganta. Evoluiram para um carrinho de supermercado com duas caixas de som e microfones acoplados, e hoje , mais de dez anos depois, cantam ao som de um trio elétrico em um caminhão (pequeno, é verdade.).
E ano a ano aumenta o número de pessoas que se reúnem neste pré-carnaval, uma verdadeira festa da diversidade. E, por favor, não traduza isso apenas para 'festa gay'. Falo da diversidade que reune familias com bebês, punks (sim, eles resistem), emos, casais de namorados (hetero ou homossexuais), senhores e senhoras que relembram antigos carnavais ao som de 'Bandeira Branca', 'Estrela D'Alva', 'Cabeleira do Zezé'... Hoje foi o último dos três domingos deste 2011, cada um com tema. Neste, que aparece nas fotos abaixo, homens vestiram-se de mulher e mulheres, de homens.
A Cobra, como curitibana que é, adora ver que o Garibaldis e Sacis se consolida como representante do caranaval curitibano. Parece que, finalmente, voltaremos aos bons tempos. Ala-la-ô !
Seria a Xuxa ?
Estandarte oficial da folia
Bateria nota 10
Nega do cabelo azul
Smack !
"Aquela máscara negra que esconde seu rosto..."
Guevara
Mulheres, morram de inveja!
Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu...
Fim de festa... Até 2012!
Sem falar nos bailes infantis, que eram 2 ou 3, também em todos os clubes e também lotados.
No início da década de 80 a estrada que dá acesso ao litoral foi duplicada e a cada ano mais e mais pessoas optavam por passar seus carnavais na praia, levando os clubes a não mais investir na folia de momo, não haviam mais "mais de mil palhaços no salão"...
O carnaval de rua (leia-se: desfiles das escolas de samba) em Curitiba nunca atraiu grandes multidões. As escolas não tem verba e fazem milagres para vestir seus 200 componentes (em média, nas quatro escolas do grupo A).
Recebem cada uma R$26.500,00 e as duas do grupo B levam a bolada de R$19.000,00.
Apesar das dificuldades, tem seu público fiel.
Mas hoje a Cobra quer escrever sobre um bloco de rua que está dando o que falar. Fez sua estreia em 1999, ano seguinte ao chamado de um animador cultural da cidade à população, para se reunir aos domingos que antecedem o carnaval pelas ruas de Curitiba.
Impulsionados por este chamado, um grupo de pessoas ligadas às artes começou a se reunir para organizar o bloco, e nascia assim o "Garibaldis e Sacis". O nome foi dado inspirado nos pontos originais de saída e chegada da muvuca: o Saccy Bar e a Pça. Garibaldi, no centro histórico.
Começou acanhado, não de animação, mas de infra-estrutura: seus componentes cantavam as marchinhas sem nenhum acompanhamento, só na garganta. Evoluiram para um carrinho de supermercado com duas caixas de som e microfones acoplados, e hoje , mais de dez anos depois, cantam ao som de um trio elétrico em um caminhão (pequeno, é verdade.).
E ano a ano aumenta o número de pessoas que se reúnem neste pré-carnaval, uma verdadeira festa da diversidade. E, por favor, não traduza isso apenas para 'festa gay'. Falo da diversidade que reune familias com bebês, punks (sim, eles resistem), emos, casais de namorados (hetero ou homossexuais), senhores e senhoras que relembram antigos carnavais ao som de 'Bandeira Branca', 'Estrela D'Alva', 'Cabeleira do Zezé'... Hoje foi o último dos três domingos deste 2011, cada um com tema. Neste, que aparece nas fotos abaixo, homens vestiram-se de mulher e mulheres, de homens.
A Cobra, como curitibana que é, adora ver que o Garibaldis e Sacis se consolida como representante do caranaval curitibano. Parece que, finalmente, voltaremos aos bons tempos. Ala-la-ô !
Estandarte oficial da folia
Bateria nota 10
Nega do cabelo azul
Smack !
"Aquela máscara negra que esconde seu rosto..."
De frente...
e de costas.
Guevara
Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu...
Fim de festa... Até 2012!
Postado por
Cobra Urbana
às
23:29
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