A Cobra é uma simpatizante dos meios de transporte alternativos e não poluentes, entre eles a bicicleta.
Gostaria muito de utilizar a 'magrela' para ir ao trabalho, ao mercado e outros locais e só não o faz por receio do trânsito intenso de carros e ônibus, da falta de respeito de grande parte dos motoristas e também da intensa poluição atmosférica causada por estes mesmos veículos motorizados.
O incidente ocorido recentemente em Porto Alegre, onde um grupo de ciclistas foi covardemente atropelado por um motorista que não admitiu ver seu caminho sendo 'atrapalhado' por eles, ilustra perfeitamente o que digo. Por aqui a cultura é 'estou de carro, e você aí de bicicleta, não me atrapalhe'.
Não havendo desculpa melhor, estes ciclistas foram citados por esse senhor como perigosos linchadores.
Agora, conforme li na internet, o atropelador conseguiu internar-se em uma clínica psiquiátrica para, segundo seu advogado (nada como ter um bom advogado...), recuperar-se do abalo psicológico...
Vai acabar como vítima da situação? Desta vez não dona (in)justiça, por favor!
A inveja me corrói a alma (fiquei até dramática) cada vez que vejo ou leio sobre como os ciclistas são tratados em alguns países: a começar pelo básico, que é a existência de faixas exclusivas para bicicletas - e respeitadas! Por aqui, e refiro-me a Curitiba, tida como exemplo blábláblá, as ciclovias estão em petição de miséria. Sem falar que praticamente inexistem na área central da cidade.
Depois vem o verdadeiro respeito dos motorizados aos ciclistas, chegando até a parar o carro e dar preferência aos que estão em duas rodas.
Será uma utopia este desejo de convivência pacífica e sem perigos entre ônibus/carros/caminhões e as bicicletas?
Desculpem, ciclistas gaúchos.
Desculpem, ciclistas curitibanos.
Desculpem, cicistas brasileiros.
Desculpem a falta de cultura e educação de seus semelhantes.
Isso foi apenas o desabafo de uma cobra envergonhada.
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