segunda-feira, 30 de maio de 2011

Educação Ambiental e Cidadania

Quando bato na tecla da necessidade de educação ambiental, da consciência ambiental, é por alguma razão.

Neste último sábado quando eu levava meu cachorro para passear e pegar sol na Pça. Oswaldo Cruz, me deparei com uma cena que considerava parte do passado, mas infelizmente não é.
Havia recém acabado algum evento esportivo no ginásio da praça e uns 3 ônibus estavam estacionados ali ao lado e se preparavam para levar os adolescentes (todos estudantes de escolas públicas) embora, ainda com as portas abertas.
Ao lado de um deles, no chão (asfalto) exatamente na direção da porta de entrada, acumulavam-se várias cascas de banana, recém jogadas pelos jovens que estavam no ônibus. Uma montanha de cascas jogadas em via pública.
Como esta Cobra não consegue ficar calada nestes casos, indaguei a um senhor que estava por ali se ele seria o responsável por eles. Resposta afirmativa, falei do mau exemplo dos jovens, que havia uma lixeira ao lado do ônibus, das consequências do lixo nas ruas, etc,etc... A esta altura eu já falava diretamente aos estudantes, levada por ele.
Todos prestavam atenção, calados. Incluindo o tal 'responsável', que não sei se seria algum professor.

Fiquei pensando: se todos aqueles jovens agiram da mesma forma, sem que nenhum contestasse, e se aquele acompanhante mais velho também nada falou contra quando viu o acontecido, algo está faltando na educação destas pessoas.

É realmente recorrente a educação ambiental nas escolas públicas de Curitiba? Ou inexiste?
Pode não constar no currículo oficial, mas neste caso, não seria obrigação deste 'responsável' repreender tais atitudes?

Uma senhora que passava por ali me disse o seguinte "depois quando chove e alaga tudo, eles vem chorar".
Não deixo de dar razão a ela.

É... A Cobra continua cética, porquê não é cega.



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