quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Corrupção, meio ambiente e afins: a teoria na prática é outra.

Existe um ditado que deveria ser banido para todo o sempre: "faça o que eu digo, não faça o que eu faço".
Explico: quando os escândalos como o do mensalão e dos dólares na cueca estavam na mídia - e agora recentemente a polêmica sobre as aposentadorias para ex-governantes também ganhou as páginas dos jornais, a população reagiu com indignação e revolta. Natural e não poderia ser de outra maneira. Será?
Recente pesquisa mostrou que 84%  dessa mesma população é contra a aposentadoria especial, mas apenas 53% rejeitaria o benefício se lhe fosse oferecido...
É a tal coisa: não quero que os outros recebam às minhas custas porque acho errado, mas se quiserem me pagar eu aceito e ainda defendo o argumento de que é por merecimento!

Coisa semelhante acontece quando o assunto é a preservação do meio-ambiente. Teoricamente todos dizem ter conhecimento e serem preocupados com o assunto, com o futuro do planeta, da água; preocupados com a qualidade do ar que respiramos, e todos amam os animais... Teoricamente.

Quando vejo jovens na faixa dos vinte e poucos, com curso superior (no mínimo), que sequer sabem jogar seus lixos nas lixeiras correspondentes, que alimentam a indústria automobilística como nunca se viu, que consomem sem analisar, que não reutilizam materiais e - pior ainda - desperdiçam no melhor estilo 'não-tô-nem-aí', imagino que realmente a luta de poucos é cansativamente ineficiente ante ao descaso da maioria. Descaso na prática, porque no blábláblá todos abraçam a causa, seja para conseguir ou manter um emprego (algumas empresas tem políticas a respeito); seja para ser eleito ("se eu falar que tenho a tal da consciência ecológica consigo mais eleitores, otários") ou só para 'ficar bem na foto'.

Você: já parou e respondeu o que realmente faz, qual é sua parte efetiva no comprometimento com o meio ambiente? Não precisa responder agora, se sua consciência achar melhor pode se trancar no quarto, sozinho e no escuro e responder.
Quantas vezes por semana você deixa seu carro em casa (melhor nem perguntar quantos carros tem em casa...) ? Quantos produtos você já deixou de comprar porque a embalagem é desnecessária? Ou quantos produtos  deixou de comprar por ser ele mesmo desnecessário?
E a água ? Eletricidade? Economiza? De verdade?
Sempre, sem exeção, ouço os mais variados argumentos para justificativas.
E aquele cãozinho ou gatinho que era tão fofinho e que agora dá tanto trabalho... e não tem com quem deixar quando for viajar... você assume a responsabilidade ou dá um jeito, livrando-se do bichinho (afinal é só um bicho).
Lembre: você está respondendo a você mesmo, em um quarto escuro. Só você e sua consciência.

Sim senhores, a Cobra é cética.
Porque não é cega.



Nenhum comentário:

Postar um comentário