domingo, 13 de fevereiro de 2011

Você já foi a Trancoso, nega? Não? Então vá...

Se o que lhe vem à cabeça quando ouve a palavra 'Bahia' é axé, lambada, claudias, ivetes e danielas, e se de alguma maneira isso não te agarada... você tem que conhecer Trancoso.



Ok, nos verões acontecem festas, altas baladas, mas mesmo assim duvido que os ritmos citados acima embalem as noites de lá...
Mas é fora de temporada que Trancoso volta a ser como esta Cobra gosta : que combina com forró, com rock, com reggae.

Falo com conhecimento de causa (conhecimento bem menor do que esta Cobra gostaria...) : na minha terceira visita fiquei 11 dias - quatro em companhia de uma amiga de longa data, companheira de viagens, de aventuras; e mais sete sozinha. Isso em um mês de abril.

Por opção sem TV, relógio nem celular, ia dormir quando tinha sono (e acredito que era cedo) e acordava todas as manhãs a tempo de ver o Sol nascer no mirante atrás da igreja, um daqueles espetáculos de cores da natureza que fotografia nenhuma é capaz de captar com exatidão.
Mas o que me encanta mesmo em Trancoso é o famoso Quadrado...


                         Um dos muitos nascer do Sol que eu vi
                                        (por Cobra)


                             Terreno nos fundos da igreja
                                      (por Cobra)


                                Láá no fundo do Quadrado, a igreja.
                                            (por Cobra)

                    Casinhas do Quadrado, Patrimônio Histórico Nacional
                                    (http://www.free2use-it.com/)



                                     (http://www.free2use-it.com/)     

                               Lojinha, será que ainda existe?
                                (http://www.free2use-it.com/)

Só em Trancoso para existir um quadrado que na realidade é um retângulo, com cavalos pastando aqui; um cachorro correndo ali... futebolzinho todo comecinho e fim de dia (antes e depois do trabalho); casinhas coloridas. igrejinha, paz, tranquilidade...




No Quadrado não circulam carros e não há iluminação pública, o que o transforma em um lugar mágico à noite, quando as lojas super transadas, restaurantes e bares estão abertos; com as mesas e os caminhos que levam às pousadas iluminados por velas; e um céu onde se avistam constelações e nebulosas entre um pontilhado prateado. Esse é o 'quadrado chic', que se revela ao cair do Sol.
Chic de chinelo havaiana e vestidinho de algodão.
Esse é o grande barato de Trancoso.


                             Quadrado à noite : mais ou menos, né?


                                    Igreja de São João
                                         (por Cobra)

E como há vida por lá: todos os dias havia pelo menos dois beija-flores na varanda da pousada (que ficava onde? No Quadrado...). E lagartos de todos os tamanhos, besourinhos, borboletas, formiguinhas e formigões, passarinhos, morcegos, grilos, cigarras. Cães latindo ao longe. Vida.


                              De repente, da janela do quarto...
                                           (por Cobra)

Parodoxo: embora eu seja contra cães na praia, em Trancoso isso parece tão dentro do cenário que fica quase impossível imaginar a praia sem eles.
Até acabei sendo adotada por um deles, que me seguia em todos os lugares, chegando a entrar no quarto da pousada e ficar deitado por lá.


                          Meu amigo de praia e fora dela também.

Em frente ao quadrado ficam as praias dos Coqueiros - à direita do rio em direção ao sul - e dos Nativos, à esquerda, ao norte.
No fim do dia é certo que rola um futebol na praia, entre nativos, alguns turistas e funcionários das barracas que já 'bateram o ponto de saída'.


                     No caminho pra praia: "Silêncio. Ouça o canto das aves"


                       Futebolzinho na praia, fim de dia. Quase sagrado.

                            Praia dos Coqueiros. Ou piscina.?

Lembro da dona de uma pousada, alemã, a anos em Trancoso, que começava os dias com umas boas braçadas no mar. Só depois o dever lhe chamava.
Sim, o dever, porque mesmo em Trancoso as coisas não caem do céu (embora a sensação seja bem o contrário...), e claro que existem preocupações e até um stress basiquinho...
Mas, cá em entre nós... você prefere ficar estressado na cidade ou lá? Hein?


                      Será que tem gringo na área? Leia com atenção...

E por ser Trancoso não foi surpresa ter como vizinho de quarto um canadense meio maluco, fã de Nietzsche, que elegeu Trancoso como seu habitat enquanto escrevia seu livro, na pousada, diariamente e religiosamente das 09:00 às 17:00... Previsão da estadia: 9 meses. NOVE! Cobra também sente inveja?

A vida em Trancoso foi bem definida por um morador: natureza, liberdade,  tranquilidade, paz.
A Cobra assina embaixo.
Pois assim como muitos que lá vivem, foi contaminada permanentemente pela vontade de um dia rastejar por lá, sem data para voltar.


                           Sol da tarde na varanda do quarto


                             Interior da igrejinha

                             Onde a natureza é protagonista.

                  Vista aérea de Trancoso, com o Quadrado quase ao centro.

Para chegar a esse antigo vilarejo jesuíta:
De avião: até Porto Seguro, de onde pega a balsa para Arraial d'Ajuda e dái de táxi, coletivos, carro ou moto alugados até Trancoso, por estrada asfaltada. Existe a estrada de chão para os mais aventureiros.
De carro:  até Eunápolis, no trevo em direção a Arraial e em outro trevo, em direção a Trancoso.

Trancoso tem várias pousadas, para todos os bolsos, e todas com um toque de charme.
Mas existem três que são meus sonhos de consumo, vale a pena dar uma olhada:
http://www.elgordo.com.br/
http://www.uxua.com/        
http://www.etniabrasil.com.br/ 
Algumas fotos deste post são de terceiros, às quais dei os devidos créditos.

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